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terça-feira, 9 de abril de 2013

ESCOLHENDO AS TREPADEIRAS CORRETAS



Ao planejar um jardim por vezes nos deparamos com recantos onde uma pérgola ou um caramanchão serão apropriados para decorar o espaço.
Um lugar sem atrativos onde queremos adicionar alguma planta para conferir beleza ou mesmo um toque de privacidade a algum espaço familiar íntimo. Ao tentar escolher encontramos muitas plantas bonitas, de folhagem atraente e flores vistosas e a indecisão toma conta de nós.
Tantas plantas bonitas, qual escolher? Tentaremos aqui ajudar.

Definindo o espaço que a planta irá ocupar

 

O primeiro passo é definir qual o espaço que a planta deverá ocupar.
Pérgolas são construídas em geral de madeira tratada ou reciclada, no formato desejado e no tamanho adequado ao tipo de atividade para a qual se destina. Uma pérgula pequena num corredor de passagem deverá ter boa altura, de modo que o crescimento das plantas não atrapalhe quem passe. Deve-se evitar neste caso plantas com espinhos.
Também plantas que tenham inflorescência em cachos, como o amor-agarradinho (Antigonon leptopus), que também atraem abelhas. Um incoveniente que o proprietário deverá saber, principalmente em casos anteriores de alergias às picadas dos insetos. Este arbusto fica melhor em cercas, com seus grandes cachos de cor rosa e suas folhas em forma de coração.

 

Se o caso é apenas um arco para ornamentação de madeira ou ferro batido, pode-se optar por plantas como a alamanda amarela (Allamanda cathartica) ou a rosada (Allamanda blanchetti), a dipladênia(Dipladenia) ou a flor-de-cera( Hoya carnosa). Já uma pergula destinada a um recanto de lazer com mesa e cadeiras até para uma pequena refeição em família, terá um tamanho mínimo de 3,00 x 3,00 metros.
Neste caso, a Bougainvillea (Bougainvillea) poderá ser utilizada, conduzindo-se a planta para fechar todo espaço aéreo da armação, pois produz longos ramos e pode estender-se até 6,0 metros de comprimento. Para o caso de espaços maiores usar duas mudas colocadas diagonalmente. Também o jasmim-estrela (Jasminum nitidum) é ótimo para grandes espaços além de perfumar o ambiente com suas flores brancas.
Dificilmente teremos flores o ano inteiro, todas as plantas passam por um período onde ficam apenas vegetativas. As mais floríferas são a lágrima-de-Cristo (Clerodendron thomsoniae), o amor-agarradinho e o jasminzinho-estrela (Jasminum nitidum).

Recipientes – No solo, em vasos ou jardineiras

 

Em geral cultivamos as trepadeiras no chão mesmo, mas quem tem um terraço e deseja muito cultivar uma, pode optar por grandes vasos de cimento ou jardineiras de alvenaria. Tratar o interior do vaso com pixe e deixar secar vários dias evitará que manchas de água e mofo apareçam na parte externa do vaso.
Alguns tipos de bougainvileas são pequenos, como as de inflorescência em cor branca. Para terraços e sacadas a alamanda, a dipladênia e a flor-de-cera são pequenas e poderão ser conduzidas em pequenas treliças de bambu, madeira ou ferro e ficarão muito bonitas na composição do jardim de sacada.
Podemos escolher também plantas trepadeiras cuja folhagem é atrativa. Para um recanto com meia sombra, a hera-do-cabo (Senecio macroglossus), com suas folhas triangulares e variegadas de creme poderá fazer uma cortina de folhagem e ainda de brinde produzir belas margaridinhas brancas no verão.

A combinação das cores das flores das trepadeiras deverão estar harmônicas com as flores do jardim para não haver uma saturação de matizes em determinadas épocas do ano, principalemente na primavera. Avaliando a época das florações poderemos obter o melhor efeito paisagístico para o espaço, realçando e valorizando a propriedade.
O lado positivo de pérgolas e ou mesmo de trepadeiras presas em treliças junto a paredes de casas e edifícios é o aumento da massa vegetal com o benefício de aumentar a eliminação da poeira das ruas, aumento do oxigênio e do conforto térmico para os moradores, principalmente em climas quentes.
E por falar em tudo isto não nos esqueçamos da beleza, da alegria em aguardar a floração, de desfrutar da cor das flores, vendo o ambiente entorno ficar mais bonito.


JIBÓIA PRATEADA

 

Cultivo do: Scindapsus



 
jiboia-prateada, potos ou hera do diabo - Scindapsus


Plantio da hera-do-diabo ou jiboia prateada

Nome botanico:
Scindapsus Hassk. var. argyraeus
Sin.: Scindapsus Argyraeus Engl.

Nomes Populares :
Potos, jibóia-prateada, hera-do-diabo

Família :
Família Araceae

Origem:
Indonésia


Descrição:

jibóia prateada em vaso 
 
Planta herbácea perene de caule flexível e caráter trepador, ramos finos com raízes ao longo dos ramos.
Seu crescimento é indefinido, podendo atingir mais de 50 cm cada ramo.

Folhas cordadas em verde forte pintalgadas de prata, com bordas também em branco e inseridas alternadamente nos ramos.
A inflorescência é em espádice semelhante ao lírio-da-paz, mas ocorre esporadicamente.
A planta é cultivada pela folhagem ornamental.

Modo de Cultivo :

Necessita de meia sombra, pois o sol costuma queimar as folhas.
O solo deve ser rico em matéria orgânica e bem drenado.
Pode ser cultivada em canteiros ou como planta de vaso pendente ou com suporte para enrolar-se.

 

Plantio em canteiros:

Revolver o solo do canteiro e adicionar esterco animal de curral bem curtido, composto orgânico e areia.
Regar a seguir e manter a umidade com regas periódicas.

Plantar com espaçamento de 40 cm entre plantas, para usar como forração, colocando as linhas desencontradas para melhor cobertura.
Em plantios de produção a análise do substrato deverá ser feito, mantendo o pH entre 5,6 e 6,5.


Plantio em vasos ou jardineiras:

Produção de scindapsus em vasos
 
Para vasos, usar os de material plástico, mais leves, se for usar como pendente.
Proteger o furo de drenagem com geomanta e colocar areia no fundo.
Misturar num balde composto orgânico de folhas ou húmus de minhoca, adubo NPK formulação 10-10-10, cerca de 20 gramas por vaso de tamanho médio, adicionando areia.
Usar a proporção de 3:1 de composto e areia.
Misturar bem.

A não adição de esterco animal em vasos é porque se a planta for levada para interiores, o esterco exalará um odor desagradável. Regar a seguir.
Manter a superfície do vaso sempre levemente úmida.




Adubação do Scindapsus :

Para fazer a adubação, usar 1 colher de sopa de adubo NPK 10-10-10 para 2 litros de água.
Sacudir bem para dissolução.
Com esta mistura poderá regar todas os seus vasos.

Fazer isto a cada 4 meses para manter um bom desenvolvimento da planta.

Palmeira em vaso

Paisagismo:


Esta planta é muito ornamental e pode ser cultivada facilmente, como todas as desta família.

Para espaços pequenos, em apartamentos, basta colocá-la junto a uma janela onde receba luz natural.
Em sacadas com treliças e mesmo áreas de meia-sombra em terraços ou jardins poderão ser usadas como trepadeira e não pendente.
Em vasos podemos colocar uma estaca feita de bambu ou de casca de coco, ela irá se enrolar, aumentando a verticalidade do espaço.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

PROBLEMAS FREQUENTE EM LAGOS ORNAMENTAIS

 

Água Esverdeada

 

Um dos problemas mais freqüentes que ocorrem em lagos ornamentais é a água esverdeada, muito conhecida como “sopa-de-ervilha”.
Trata-se de um inconveniente que ocorre devido à presença de algas em suspensão na água. Estas se proliferam por encontrar, nessa água, um ambiente propício, devido à presença de nutrientes e luminosidade. As possíveis causas para sua ocorrência podem se resumir em:
  • Excesso de exposição ao sol;
  • Sub-dimensionamento do filtro e conseqüente depósito de detritos;
  • Superpopulação;
  • Excesso de alimentação;
  • Ração de má qualidade;
  • Má qualidade da água;
  • Explosão de algas em lagos novos ainda não estabilizados ou ‘ciclados’;
  • Carregamento de detritos por águas pluviais, inclusive na lixiviação de solo desprotegido;
  • Queda constante de folhas de árvores;
  • Fluxo muito alto no filtro UV, quando este já estiver presente ou tempo insuficiente em que fica ligado.
As sugestões para solucionar esse problema são:
  • Aumentar o número de plantas que absorvem os nutrientes que alimentariam as algas em suspensão e ainda proporcionam sombra ao ambiente;
  • Construir pergolados com ou sem plantas, plantar palmeiras ao redor do lago, usar plantas flutuantes, ou cobrir com ‘sombrite’ para equilibrar a luminosidade;
  • Redimensionar o filtro mecânico;
  • Adequar a quantidade de peixes ao tamanho do lago;
  • Alimentar de maneira controlada e com ração de qualidade. Considerando o sistema digestivo das carpas e kinguios, alimentar três vezes ao dia em quantidades que possam ser consumidas rapidamente, (cerca de 5 minutos), sem sobras;
  • Aumentar as trocas parciais da água para eliminar altos índices de amônia, nitritos, nitratos, etc.;
  • Aguardar de vinte a trinta dias até a introdução dos primeiros peixes que deve ser gradual;
  • Manter as bordas do lago levemente mais altas que o seu entorno para evitar entrada de detritos juntamente com águas pluviais e com o vento;
  • Proteger o lago ornamental da queda de folhas;
  • Instalar um filtro UV, verificar se sua potência e se o tempo em que fica ligado é suficiente, inclusive manter uma vazão coerente com o filtro (baixa vazão em torno de 1000 litros para um filtro de 15watts). É considerada uma das soluções a serem tomadas em último caso, uma vez que não detecta a razão do desequilíbrio.

Cuidados com as Crianças

 

A presença, mesmo que eventual, de crianças nas proximidades de um lago ornamental pode trazer dois problemas de grande importância:

Acidentes:
 
Para evitar acidentes com crianças, muitas vezes se faz necessário algum tipo de barreira física. Uma cerca, portão ou qualquer artifício que se mostrar necessário deverá ser construído logo na escavação do lago. Isso sem deixar de lado a explicação sobre o perigo de sua aproximação em um local com água quando estiverem sozinhas.


Objetos estranhos:
 
É comum as crianças jogarem em um lago ornamental comidas, pedras e muitos objetos que sequer imaginamos. Nesse caso, talvez o mais conveniente seja educá-las para evitar aborrecimentos. Explicar e mostrar as necessidades de alimentação dos peixes, inclusive incentivando-as a alimentá-los, talvez seja a melhor solução. 


Doenças:

 

Qualquer peixe, animal ou planta que seja introduzido em um lago ornamental deverá passar por um período de quarentena. Tal medida evita que sejam introduzidos parasitas e doenças. Um período de 20 a 30 dias é essencial, considerando que muitos parasitas têm um ciclo de vida que atravessa várias fases, inclusive larvais.
Caso algum peixe adoeça, é importante separá-lo em um “ambiente-hospital” sem muita claridade, sem filtros químicos e com bastante aeração. Nesse ambiente, deverá ser administrado o medicamento específico, sendo trocada metade da água por dia e repondo-se a medicação perdida nessa troca. A alimentação deve ser de boa qualidade, incluindo alimentação viva. Quando recuperados da doença, os peixes deverão ser devolvidos ao lago de origem.

Predadores:

 

Os predadores mais comuns em lagos ornamentais são os animais domésticos como gatos e algumas aves.
Para dificultar a captura de peixes pelos gatos nos lagos, pode-se: manter uma borda curvada para dentro (como em uma panela-de-pressão), que impede também a fuga de tartarugas de lagos; manter uma altura de 20cm entre a borda e o nível da água; ou ainda manter locais de refúgio como tocas e plantas flutuantes, o que parece ser ainda a melhor solução.
No caso de aves, os Bem-te-vis são visitantes constantes, mas eventualmente podem aparecer o Martim-pescador e mais  raramente alguma garça.

Há quem utilize algumas linhas estendidas sobre a superfície do lago para impedir essas visitas nem sempre desejadas. Essas linhas, mesmo que em número pequeno, impedem o vôo e a captura do peixe. Mas, como as linhas acabam prejudicando a estética do lago e nem sempre impedem a pesca dos Bem-te-vis, os locais de refúgio ainda são a melhor solução.

Qualidade da água:

 

Assim como nos aquários, um lago ornamental precisa ter monitorada a qualidade da água para eventuais correções. Os principais testes utilizados são os de pH, kH, amônia, nitritos e nitratos.
É conveniente também que, na decoração do fundo do lago, sejam evitadas pedras e pedriscos. Estes dificultam a limpeza do fundo conhecida como ‘sifonagem’ e acumulam detritos.
A ‘sifonagem’ é realizada por meio da sucção dos detritos decantados no fundo do lago. Pode ser efetuada mediante a introdução de uma das pontas de uma mangueira dentro da água, mantendo a outra ponta em algum local mais baixo, quando a água deverá sair por gravidade. Convém acoplar uma espécie de funil na ponta que fique dentro da água para uma melhor limpeza, sem capturar involuntariamente algum peixe. Caso não seja possível a ‘sifonagem’ por gravidade, esta poderá ainda ser realizada por meio de uma bomba de água que pode ser umas das utilizadas nos filtros.
As trocas parciais da água garantem a retirada das substâncias nocivas que a filtragem não consiga retirar. Devem ser realizadam com água sem cloro e com níveis de pH iguais ou próximos aos do lago. Os intervalos de tempo, assim como a quantidade a ser substituída deve ser determinada de acordo com as necessidades de cada lago que serão apontadas nos testes mencionados anteriormente (pH, kH, amônia, nitritos e nitratos).

Salto de peixes para fora do lago:

 

Mesmo que não muito freqüentes, os pulos de carpas para fora do lago são até certo ponto traumatizantes. É comum observarmos algumas delas dando saltos dentro do lago por motivos não específicos, mas, quando isso significa alguma baixa, todo esforço para impedir será bem-vindo.
A manutenção de uma distância de cerca de 20cm entre a borda e o nível da água não impede, de forma direta, que eles pulem para fora do lago, assim como as bordas curvadas para dentro também não. No entanto, tais medidas, juntamente com locais de refúgios, transmitem a sensação de segurança aos peixes que, nessa situação, dificilmente irão pular para fora. 

Conclusão:

 

Esses são os aconselhamentos que, de maneira resumida, podem ser úteis aos leitores. Cada lago, no entanto, é um sistema totalmente diferente de outro lago e, por isso, cada um deles tem suas necessidades específicas. Durante os primeiros meses de implantação e manutenção de um lago ornamental é que serão determinadas as suas necessidades e freqüência da intervenção.
Dessa forma, além do controle da qualidade da água, não há uma lista completa de procedimentos-padrão a serem seguidos e tampouco intervalos de tempo pré-determinados, mas sim, noções básicas que nortearão o estabelecimento das rotinas de manutenção durante todo o processo de criação. Os procedimentos necessários poderão ser anotados para melhor avaliação e conseqüente estabelecimento da rotina ideal.

CONSTRUÇÃO DO LAGO DE LONA

Lago de lona 
Continuando nossos estudos sobre lagos, neste artigo vamos tratar da construção do lago de lona, como visto anteriormente, este lago possui como grandes vantagens o fato de ser fácil de instalar, além de permitir grande liberdade de formatos.
Assim como o lago de alvenaria escavado, o lago de lona deverá possuir uma borda com cerca de 5 a 10 cm acima do solo para evitar a entrada de água da chuva carregada de impurezas diversas provenientes da lixiviação do solo.

Lago de lona

Após escavado o local, devidamente socado o solo e feita a limpeza, retirando pequenas pedras, galhos, raízes, etc., deve-se forrar o fundo e as laterais com cobertores velhos ou carpetes velhos ou ainda com bastante jornal molhado visando a evitar sua perfuração por pedras, galhos ou outro material qualquer que tenha permanecido (Fig 1 ). A forração do fundo pode ser substituída por uma camada de areia limpa e peneirada para garantir o assentamento da lona.
Existem lonas próprias para a confecção de lagos ornamentais que são resistentes à radiação solar e são conhecidas como geomembrana ou PEAD. Costumam ter a espessura entre 0,5mm a 2,0mm. Quando escolhidas as mais grossas, é importante aplicá-las em dias quentes, para que fiquem mais maleáveis para o correto assentamento.

Lago de lona

Outra lona muito usada é a lona plástica de carreteiro. Ela é relativamente resistente à radiação solar e aos rasgos, mas nem sempre tem espessura suficiente para impedir furos eventuais. Caso a lona escolhida não tenha a espessura desejada, é aconselhável usar uma segunda lona logo abaixo da que tenha resistência à radiação solar.
Na Figura 2, vemos a aplicação de uma lona de reforço que não possui resistência à radiação solar (lona preta).
E na Figura 3, vemos a aplicação da lona de carreteiro, mais resistente aos rasgos e à radiação solar.


Lago de lona

Para o devido assentamento da lona, colocam-se pedras nos cantos do fundo. Quando houver degraus ou variações de nível, também deverão ser colocadas pedras nesses locais para que a lona não saia do lugar enquanto será preenchido com água.
Assim como o lago de alvenaria precisa ter tubulações que permitam o encaminhamento da água para o filtro e uma saída para descarte de água, o lago de lona também tem as mesmas necessidades. Deve-se, no entanto, evitar fazer os drenos perfurando a lona. É preferível faze-los com mangueiras pelo lado de dentro, camuflando com pedras (Fig 4).
  

Lago de lona

Opcionalmente, para esconder as laterais do lago, inclusive quando a lona é colorida, pode-se empilhar pedras nas laterais e colocar uma camada de areia no fundo.
As pedras maiores precisam ser assentadas primeiro, como mostra a Figura 5. Deve-se ter o devido cuidado deixando livre a passagem das mangueiras pra o filtro, sem estrangula-las.
Após terminado e sem a necessidade de se usar cimento, cola ou qualquer adesivo, o lago se mostra muito natural (Fig 6).


Lago de lona 

Além da rapidez de construção, os lagos de lona têm o período de maturação da água muito mais acelerado dos que os de alvenaria. Têm ainda a vantagem de poderem ser removidos ou alterados.
No próximo capítulo sobre a qualidade da água, veremos detalhadamente como ocorre a maturação da água e como se conserva a sua qualidade para uma vida saudável dos peixes e das plantas do lago.





 

JARDIM BOM PRA CACHORRO





É possível amar os cães, dar-lhes liberdade e ainda curtir um bom paisagismo no seu jardim? Claro que é! Mas é preciso uma boa dose de paciência para educar os cachorros e um toque de criatividade para preparar um jardim amigável para os bichos. Com certeza você também terá que aprender a lidar com a frustração de ver seus canteiros vez por outra completamente destruídos, mas isso faz parte do processo. Prepare-se psicologicamente para estes eventos e mãos à obra. O texto abaixo está na forma de dicas, espero que você possa aproveitá-las. Se não todas, pelo menos algumas.
Se você tiver espaço, crie um jardim dentro de um jardim. Um espaço apropriado para o seu cachorro curtir o ar livre pode ser a solução para diverti-lo e ao mesmo tempo resguardar suas flores. Cerque uma área com sombra, com uma bela cerca de madeira ou ferro e inclua atrativos interessantes para o seu cachorro, como seus brinquedos favoritos, uma plataforma elevada para curtir a paisagem e quem sabe até uma mini pista de agility. Cubra a superfície com materiais atóxicos, como lascas de madeira, folhas secas ou até mesmo uma mistura de areia e terra, ideal para os peludos que gostam de cavar.


O cães adoram brincar com folhas e flores 
secas.
 
Não deixe os cães soltos no jardim sem supervisão, principalmente se forem jovens. Um canil pode ser uma boa idéia para resguardar o jardim enquanto você não pode supervisioná-los. Mas não os deixe trancados lá o dia todo, assim você não terá oportunidade de educá-los. Solte-os e brinque com eles no jardim sempre que puder. Os cães adoram correr ao longo das cercas, grades e portões, portanto reserve este espaço para eles, colocando algum tipo de pavimento para formar o caminho, ao invés de belos canteiros floridos. Ao plantar uma árvore ou arbusto, cerque-o com tela ou outro material de forma que ela tenha sossego durante os primeiros anos do seu crescimento. O mesmo vale para quando o seu cachorro teimar em não usar o caminho que você fez e inventar o seu próprio caminho. Observe, seja esperto e crie o caminho por onde o seu cão costuma passar. Delimitar os canteiros com cerquinhas de madeira, pedras e tijolinhos também podem ajudar a manter o interesse dos cães afastados dos seus canteiros de flores e hortaliças.


Brinquedos são excelentes para distrair os filhotes.
 
A pavimentação dos caminhos pode ser atrativa ou desinteressante para os cães. Bolachas de madeiras serão gostosas de caminhar, mas pedrisos podem incomodar as patinhas. Ao fazer um caminho no jardim, estimule seu cão a andar por ele, usando um pavimento agradável. O contrário também é válido. Um caminho desconfortável aos cães pode levar a um local que você não quer que eles visitem. Jamais aplique agrotóxicos em suas plantas se os cães tiverem livre acesso à elas. O mesmo vale para granulados contra lesmas ou formigas. Eles se assemelham à ração e podem ser extremamente tóxicos aos seu bichinho. O mesmo vale para fertilizantes naturais à base de mamona. Evite também utilizar farinha de ossos ou estercos mal curtidos pois estes produtos estimulam que se cãozinho revire a terra e assim ele poderá ingerir materiais perigosos.


Você pode usar belas cercas para separar áreas do jardim que não serão acessíveis aos cães.
 
Se você é adepto da compostagem, mantenha as pilhas longe do acesso dos cães. O material em decomposição muitas vezes contém inúmeras substâncias tóxicas, produzidas por fungos e bactérias. Não coloque produtos de origem animal ou restos de comida cozida na sua compostagem. Estes elementos exercem uma incrível atração sobre os cães. Evite utilizar plantas tóxicas no jardim, a não ser que estas fiquem fora do alcance dos animais. Guarde bem mangueiras, ferramentas e fertilizantes, pois mastigar ou ingerir estes produtos é extremamente perigoso. Da mesma forma, mantenha lagos e piscinas protegidos do acesso dos cães, que podem se afogar se por acaso caírem na água.


Uma cerca móvel também poderá ser usada como canil. Mantendo os filhotes bagunceiros longe das flores enquanto você não está olhando.

Tente não fazer jardinagem enquanto o seu cachorro estiver olhando. Folhas recém cortadas e terra revirada são um convite à brincadeira e ele não vai entender que você está trabalhando, cuidando das plantas, ao invés de estar simplesmente cavocando o jardim. Não dê idéias que podem se transformar em comportamentos desagradáveis de lidar depois. Se ainda assim o seu cachorro fizer uma bagunça no quintal, de nada adiantará puni-lo após o feito. Corrija-o apenas se você pegá-lo no ato. É mais interessante usar um reforço positivo, recompensando pelo bom comportamento. Sempre que o cão for pego fazendo algo indesejável, redirecione à sua atenção para algo bom. Na maior parte das vezes, os cães só fazem bagunça quando estão ociosos. Brinque com ele e ofereça brinquedos. Não os deixe por conta.


Cercar os canteiros com pedras ajuda a desencorajar escavações indevidas.

O gramado é umas das reclamações mais frequentes dos donos de cães. Manchas amareladas ou queimadas, ocasionadas pela urina dos cães é o pior problema. A urina é alcalina e contém sais que alteram o pH do solo. Infelizmente não há uma solução mágica para isso. O ideal é que você eduque seu cão desde pequeno a fazer xixi nos passeios diários ou em um banheiro apropriado para cães. Separando as coisas desde cedo, ele aprende que o gramado não é banheiro, mesmo sendo contra todos os instintos. Só libere o filhote no jardim depois dele ter feito as necessidades. Se o seu cachorro é mais velho e você não vê possibilidade de educá-lo agora, a melhor opção é irrigar bem a grama diariamente e se for possível, lavar imediatamente a área onde o animal urinou, antes que as efeitos da urina possam ser sentidos pela grama. Manter a grama saudável, hidratada e fertilizada com um bom composto orgânico, além de bem aparada, dá um nível de tolerância maior à urina dos cães. Uma tática que, apesar de desagradável, funciona bem para a grande maioria dos cães que destrói canteiros, é a utilização de uma calda com as próprias fezes do animal. Diluir as fezes e espalhar a calda sobre as plantas irá tornar o canteiro um local repelente para o cachorro, que costuma detestar as próprias fezes. A idéia também pode ser aplicada para cães que gostam de cavar. Colocar as fezes nos buracos irá desencorajar o cachorro que costuma cavar. Jamais utilize essa tática em hortaliças, pelo perigo de contaminação das verduras e legumes com doenças e verminoses.


Um jardim de vasos é uma opção interessante não só para pequenos espaços, como para quem tem cães.

Se nada der certo e o seu cachorro for implacável com as plantas, você ainda pode tentar ter um jardim só com vasos e jardineiras, com algumas cestas suspensas para um charme maior (e maior proteção). Plantas bulbosas são uma boa pedida também, pois tem o ciclo mais curto, não ficando à mercê dos cães o ano todo, além de rebrotarem após serem machucadas. Você vai ver que com o tempo, conforme seu cão for amadurecendo e apreendendo as regras da casa, a convivência entre plantas e animais ficará harmônica e agradável, não exigindo grandes esforços. Geralmente são os cães jovens, de até 3 anos, os mais destruidores. Você dificilmente verá um cachorro de 7 anos fazendo grandes bagunças no jardim. A paciência e a educação são fundamentais até alcançar estes momentos de paz.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

NINFÉIA - VERMELHA






 Nymphaea rubra,   


Planta de folhagem e florescimento bastante ornamental, a ninféia-vermelha acrescenta beleza e misticismo aos jardins com lagos. Suas folhas flutuantes são grandes, arredondadas e com bordas serrilhadas. As flores, elevadas acima do nível da água, são formadas no verão, e se abrem brancas, tornando-se róseas com o passar do tempo. Os estames amarelos são elevados em bloco. A ninféia-vermelha pode ser plantada em vasos ou diretamente no lodo em cursos de água lentos ou lagoas de água doce, vivendo a pouca profundidade. Sua folhagem e flores desaparece no inverno.
Pode ser cultivada em lagos, tanques e espelhos de água, sempre a pleno sol. Se a água contiver peixes, evite adubações pesadas, fazendo apenas uma fertilização leve caso seja muito necessário. Tolerante ao frio. Multiplica-se pela divisão dos tubérculos e por sementes.


RUÉLIA AZUL


 Ruellia coerulea,   

A ruélia-azul é uma florífera herbácea muito versátil e rústica, de folhagem e florescimento decorativos. Possui ramagem ramificada e folhas lanceoladas, alongadas, opostas e uma coloração verde escura que, quando exposta ao sol direto, adquire uma tonalidade metálica muito bonita. Seu porte natural é de cerca de 60 a 90 cm, mas não ultrapassa 25 cm nas variedades anãs. A floração ocorre na primavera e verão. As inflorescências são terminais, com flores em forma de trompete, brancas, róseas ou de diversas tonalidades de azul, e muito atrativas para os beija-flores.
A ruélia-azul apresenta coloração e textura interessantes para o paisagismo. Sua folhagem delicada e verde-escura, é o fundo perfeito para as flores azuladas. No jardim ela pode ser aproveitada em maciços e bordaduras, plantadas em canteiros ricos em matéria orgânica e mantidos úmidos. É uma das poucas plantas floríferas apropriadas para a beira de laguinhos e tanques. As variedades anãs são ótimas para vasos e floreiras também, adornando assim varandas, pátios, sacadas e interiores bem iluminados.
Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra, em diversos tipos de solo, enriquecidos com matéria orgânica e irrigados regularmente. É bastante tolerante a encharcamentos e quando bem estabelecida, agüenta curtos períodos de estiagem. O beliscamento dos ponteiros, durante o crescimento da planta, estimula seu adensamento. Após a primeira floração, ela poderá ser podada para estimular um novo florescimento. Fertilizações orgânicas leves, durante o período de crescimento e floração são suficientes para esta espécie. Aprecia o calor e a umidade tropicais. Multiplica-se facilmente por sementes, divisão da planta ou estaquia. Devido à sua facilidade de propagação, pode se tornar invasiva em determinadas situações.