banner

banner

domingo, 26 de fevereiro de 2012

SOBRÁLIA

http://www.jardineiro.net/images/banco/sobralia_macrantha.jpg 

  • Nome Científico: Sobralia macrantha
  • Sinonímia: Cattleya macrantha, Cyathoglottis macrantha
  • Nome Popular: Sobrália, Orquídea-bambú
  • Família: Orchidaceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: América Central e México
  • Ciclo de Vida: Perene
A sobrália, também conhecida como orquídea-bambú, é uma orquídea terrestre que forma moitas cheias, com flores enormes e belissimas. Seu crescimento é simpodial, com pseudobulbos longos, delgados e flexíveis, que alcançam até 2 metros de altura, formando touceiras. Suas folhas são plissadas, lanceoladas e de cor verde escura. As flores abrem-se no inverno, e são solitárias, de cor lilás, com um labelo grande de centro amarelo, com a borda inferior encrespada. Elas medem cerca de 25 cm de diâmetro e duram cerca de dois dias apenas, mas abrem-se sucessivamente, permanecendo a planta florida por cerca de um mês.
No jardim, a sobrália presta-se para a formação de moitas junto às árvores, assim como ao longo de muros, construções, cercas e caminhos, preferencialmente com disposição alternada e irregular para um efeito informal. Touceiras cheias em gramados bem cuidados são esplendorosas. Sua beleza tropical e as flores grandes e perfumadas encantam a todos. Também pode ser plantada em vasos e jardineiras, preferencialmente largos e rasos, para valorizar o aspecto entouceirado da planta.
Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra, em solo fértil, humoso, drenável, enriquecido com matéria orgânica e mantido úmido, sem no entanto encharcar. Esta orquídea aprecia solo com pH neutro a levemente alcalino, portanto a calagem com um punhado de calcário é bem vinda antes do plantio. Apesar de ser indicada para sol pleno, é recomendável que se proteja a planta nas horas mais quentes do dia. Fertilizações mensais com bokashi e farinha de ossos, estimulam intensas florações. Multiplica-se por divisão das touceiras, de forma que cada muda possua pelo menos cinco pseudobulbos, além de rizoma e uma boa parte das raízes. As mudas recém formadas devem ser tutoradas com amarrios e estacas e protegidas dos ventos para evitar tombamentos.



SAPATINHO

http://www.jardineiro.net/images/banco/paphiopedilum_sp.jpg 

  • Nome Científico: Paphiopedilum sp
  • Nome Popular: Sapatinho, orquídea-sapatinho, sapatinho-de-dama
  • Família: Orchidaceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: Ásia Tropical
  • Ciclo de Vida: Perene
As orquídeas do gênero Paphiopedilum  são famosas pela peculiar forma de suas flores. Em sua maioria terrestres, elas se caracterizarm por um labelo que parece uma taça ou saco, a sépala dorsal proeminente e as sépalas laterais fundidas e discretas atrás do labelo. As folhas são rígidas, cerosas ou coriáceas, de verde brilhante ou manchadas.
O gênero compreende entre 60-80 espécies, distribuídas desde a Índia à China e às Ilhas Salomão. A característica mais distintiva deste gênero é o estame reduzido em forma de placa, no centro da flor. As flores podem apresentar cores, formas e texturas variadas de acordo com a espécie, variedade ou híbrido.
  Devem ser cultivadas sempre à meia-sombra, em substrato de acordo com a espécie, podendo ser terrestre, epífita (vegeta sobre outras árvores) ou litófitas (vegeta sobre rochas). Aprecia a umidade e regas regulares, realizadas sempre que o substrato secar. Multiplica-se por divisão da planta, preservando a estrutura completa das mudas, com folhas, rizoma e raízes.


ORQUÍDEA BAMBÚ

  • Nome Científico: Arundina bambusifolia
  • Nome Popular: Orquídea-bambú, Arundina
  • Família: Orchidaceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: Burma
  • Ciclo de Vida: Perene
  Orquídea terrestre bastante rústica, a arundina, como também é chamada, se encaixa perfeitamente no estilo dos jardins tropicais e contemporâneos. Apresenta caule juncoso, formando grandes massas que crescem até uma altura de 2 m. As folhas são finas, estreitas, compridas e lanceoladas, com um comprimento de 9 a 19 cm e largura de 0,8 a 1,5 cm. As flores se formam no verão e apresentam uma tonalidade lilás rosada com o labelo púrpura. A orquídea-bambú pode ser utilizada como bordadura, renques, ou isolada no jardim, assim como em vasos e jardineiras, sozinha ou compondo com outras plantas.
  Esta espécie pode ser cultivada à meia-sombra ou a sol pleno, em solo rico em matéria orgânica. Quando plantada em vaso, a mistura recomendada é de 1 parte de terra comum de jardim, 1 parte de terra vegetal e 2 partes de composto orgânico. Aprecia regas regulares sem encharcar o substrato, devendo ser irrigada cada vez que o substrato secar na superfície. Floresce mais intensamente em regiões de clima tropical e equatorial. Não tolera geadas. Multiplica-se pela divisão das touceiras ou por estacas-ponteiro obtidas das brotações laterais das hastes.

ORQUÍDEA AMOR PERFEITA

http://www.jardineiro.net/images/banco/miltoniopsis_sp.jpg 

  • Nome Científico: Miltoniopsis sp
  • Nome Popular: Orquídea-amor-perfeito, miltônias-colombianas
  • Família: Orchidaceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: Colômbia, Peru, Equador e Panamá
  • Ciclo de Vida: Perene
Consideradas as orquídeas-amor-perfeito, pela semelhança de suas flores com o amor-perfeito, as Miltoniopsis são orquídeas epífitas e delicadas. Muitas vezes confundidas com Miltonias, as Miltoniopsis  diferem destas por apresentarem uma folha por pseudobulbo ao invés de duas. Outra diferença marcante é que os psedobulbos de Miltoniopsis são bem próximos, enquanto que os de Miltonias  são separados por um longo rizoma. As flores da orquídea-amor-perfeito são grandes, planas, duráveis e perfumadas, com belas cors. É considerada por muitos uma orquídea de difícil cultivo, não recomendada para orquidófilos iniciantes.
  Apreciam luz difusa, e quando na luminosidades correta apresentam um leve tom rosado nas folhas. Luz em excesso deixa suas folhas avermelhadas ou amareladas. Devem ser cultivadas em substrato leve, próprio para epífitas, com grande capacidade de reter umidade, como fibra de côco. Requer regas freqüentes, sem encharcamento. Multiplica-se divisão da planta.


FALENÓPSIS

http://www.jardineiro.net/images/banco/phalaenopsis_x_hybridus.jpg 

  • Nome Científico: Phalaenopsis x hybridus
  • Nome Popular: Falenópsis
  • Família: Orchidaceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: Polinésia
  • Ciclo de Vida: Perene
Falenópsis é o nome popular dado a um grande grupo de espécies e híbridos de orquídeas, pertencentes ao gênero Phalaenopsis. Esta orquídea epífita, apresenta crescimento monopodial, isto é, a folhas novas surgem sobre as folhas mais velhas e ela não apresenta mudas laterais. Desta forma, é muito diícil a multiplicação por divisão da planta, como ocorre com as orquídeas de crescimento simpodial.
  As flores da falenópsis são arredondas com as duas pétalas superiores bastante grandes, o labelo é menor e muitas vezes possue coloração diferenciada. As cores variam muito, entre o branco, o rosa, o amarelo, o púrpura, etc, com combinações e tonalidades diferentes, podendo ser pintalgadas ou não.
Além de ser largamente comercializada em vasos, pode ser fixada sobre o tronco das árvores. Muito utilizada como flor-de-corte. É uma planta que confere sofisticação a ambientes internos. A floração ocorre na primavera e verão e as hastes florais devem ser escoradas com um tutor.
  Devem ser cultivadas à meia-sombra, em substrato adequado à espécie, em geral preparados para epífitas, como fibras de côco, cascas de árvores, carvão vegetal, entre outros materiais. Aprecia a umidade e deve ser irrigada sempre que o substrato se apresentar seco. Tolerante ao frio.
Multiplica-se comercialmente por sementes e meristema. Raramente surgem brotos na haste floral, neste momento aguardamos seu desenvolvimento e separamos quando apresentar quatro folhas e raízes.

EPIDENDRO

http://www.jardineiro.net/images/banco/epidendrum_sp.jpg 

  • Nome Científico: Epidendrum sp
  • Nome Popular: Epidendro, orquídea-estrela, orquídea-crucifixo
  • Família: Orchidaceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: América Central e América do Sul
  • Ciclo de Vida: Perene
Este gênero compreende numerosas e diferentes espécies, em sua maioria, de características epífitas ou terrestres. A maior parte encontra-se em locais de altitude do Perú, Equador e Colômbia. Uma característica interessante de muitas espécies deste gênero é que suas flores não fazem o movimento que as flores das orquídeas fazem para se posicionar de modo que o labelo fique como uma pista de pouso para os polinizadores, isto é, horizontal com inclinação para baixo.
A inflorescência é como um pequeno buquê de flores pequenas, bastante durável. As flores apresentam coloração muito variada, de acordo com a espécie ou híbrido.
Os híbridos mais populares no Brasil, são geralmente terrestres e apreciam luminosidade intensa, com luz direta nas horas mais frescas do dia. Devem ser cultivados em uma mistura leve de areia, fibra de côco e um pouco de terra vegetal. A adubação deve ser suave, preferencialmente orgânica, como torta de mamona e farinha de ossos. Atualmente encontramos adubos próprios para orquídeas, de liberação lenta.
Multiplica-se por divisão da planta, preservando pelo menos 3 pseudobulbos para cada muda, com rizoma e raízes. Comercialmente pode ser multiplicada por sementes e por meristema, através de uma avançada tecnologia laboratorial que permite a produção em grande escala de milhares de clones da mesma planta.

DENDRÓBIO FALENOPSIS

http://www.jardineiro.net/images/banco/dendrobium_phalaenopsis.jpg 

  • Nome Científico: Dendrobium phalaenopsis
  • Sinonímia: Dendrobium bigibbum var superbum
  • Nome Popular: Dendróbio-falenopsis, dendróbio-compacto, olho-de-boneca
  • Família: Orchidaceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: Austrália
  • Ciclo de Vida: Perene
Planta de popularização recente, o dendróbio-falenópsis é um híbrido entre duas espécies epífitas. Seus pseudobulbos se assemelham aos dos dendróbios e suas flores são bem parecidas com as das falenópsis.
É muito cultivada em vasos e como flor de corte. Faz parte do grupo dos dendróbios de folhas persistentes, mas que devem ser mantidos em temperatura quente. A temperatura noturna, nunca abaixo de 15º Celsius no inverno e abaixo de 17ºC no verão. Gostam de luz intensa, mas crescem em condições de pouca luz.
A redução de regas após o período de crescimento é necessária para a boa formação da inflorescência. A água deve ser abundante quando a floração começa e diminuída outra vez até o aparecimento de novos brotos. É essencial usar a água em borrifador durante esses períodos de racionamento de água. Sua época de floração está entre setembro e novembro.
O substrato pode ser o mesmo que o de outras epífitas, como cascas de árvores, carvão vegetal, e fibras de côco. Deve ser fertilizada com produtos próprios para orquídeas ou adubos orgânicos de liberação lenta. Multiplica-se por divisão da planta, preservando pelo menos 3 pseudobulbos para cada muda, com rizoma e raizes.