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domingo, 27 de maio de 2012

AGRIÃO

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Nome popular: Agrião, Agrião-aquático, Agrião-d’água.
Nome científico: Nasturtium officinale R. Br.
Família: Cruciferae (Brassicaceae)
Origem: Europa.
 
Propriedades: Depurativo (eliminação de toxinas do sangue), antiescorbútico, diurético (faz urinar), antidiabético, anti-raquitismo, expectorante (expulsão do muco), ungüento, cicatrizante
Características: Herbácea perene, aquática, aromática, de 15 a 30 cm de altura. É amplamente cultivada no mundo como uma hortaliça de grande valor nutritivo, sendo também muito utilizada na medicina tradicional em várias regiões do país.
Parte usada: Folhas e caules de preferência frescos.
Usos: É considerada estimulante dos órgãos digestivos, diurética (faz urinar) e vermífuga, sendo empregada no combate ao raquitismo, contra atonia intestinal, escrofulose e afecções escobúrticas e broncopulmonares.
Forma de uso / dosagem indicada: Em uso externo é empregado na forma de cataplasma, na cicatrização de feridas. Suas folhas na forma de salada são indicadas contra o bócio, anemia, tuberculose, diabetes, e como antídoto contra os efeitos tóxicos da nicotina.

Para afecções pulmonares, tosses e bronquite, é recomendado o seu xarope preparado com 1 colher (de sopa) de folhas e ramos picados em 1 xícara (de chá) de açúcar cristal, fervendo até derreter. Em seguida, acrescente uma colher (de sopa) de mel de abelha e tomar 1 colher (de sopa) da mistura, 2 a 3 vezes ao dia.


Recomenda-se também o uso externo no tratamento de problemas de pele (como sardas, acne, afecções, manchas, eczemas) e para problemas da mucosa bucal (aftas e gengivites), o seu extrato alcoólico preparado com 2 colheres (de sopa) de folhas e talos amassados, 1 xícara (de café) de álcool de cereais, e 1 xícara (café) de glicerina.
Cultivo: Multiplica-se tanto por sementes quanto por estaquia, devendo ser plantada na beira de córregos com água corrente. Existe uma variedade que cresce em terreno normal.

BOLDO

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Nome popular: Falso-boldo, Boldo, Boldo-brasileiro
Nome científico: Plectranthus barbatus Andrews
Família: Labiatae (Lamiaceae).
Origem: Índia.
Propriedades: Tônica (restaura energia), eupéptica (facilita digestão), hepática, colagoga (aumento da secreção da bílis), colerética (estimulador da bílis), calmante, carminativa (eliminador de gases intestinais), anti-reumática, estomáquica (favorece a digestão).
Características: Planta herbácea ou subarbustiva, perene, de até 1,5 metros de altura. Folhas suculentas e aromáticas, de sabor muito amargo. Não são conhecidas as substâncias que geram os efeitos benéficos da planta, nem as que causam o sabor amargo característico.

O verdadeiro boldo (Peumus boldus) é uma arvoreta do Chile cujas folhas secas e quebradiças com cheiro de mastruço são encontradas no comércio, mas não é cultivado no Brasil.
Parte usada: Folhas.
Usos: Informações etnofarmacológicas incluem o uso das folhas desta planta em todos os estados do Brasil como medicação afamada para tratamento dos males do fígado e de problemas da digestão.

Estudos farmacológicos feitos com seu extrato mostraram que possui ação hipossecretora gástrica, reduzindo não só o volume de suco gástrico, como a sua acidez. Pode ser usada, portanto, no tratamento para controle da gastrite, na dispepsia, azia, mal-estar gástrico (estômago embrulhado), ressaca, e como amargo estimulante da digestão e do apetite.
Forma de uso / dosagem indicada: Usa-se o chá ou extrato aquoso feitos de preferência com a folha fresca. O chá é do tipo abafado (infuso), feito com 3 a 4 folhas com água fervente, em quantidade bastante para uma xícara (de chá). Toma-se 1 a 3 xícaras do chá, adoçado ou não, opcionalmente.
Cultivo: É facilmente reproduzida por meio de estacas, feitas com os ramos ou folhas.


CONFREI

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ResumoConfrei: planta medicinal utilizada como antiinflamatório em caso de contusões e batidas, pode ser encontrada em gel. Atenção! não utilize esta planta em uso interno (para ingerir), pois existe risco de intoxicação.
NomesNome em português: Confrei, consólidaNome latim: Symphytum officinale
Nome inglês: Comfrey
Nome francês: Consoude, Grande consoude
Nome alemão: Wallwurz
Nome italiano: Consolida maggiore, Erba di San Lorenzo
FamíliaBoraginácea (Boraginaceae)
Constituintes Alcalóides: pirrolizidina, alantoína.

Partes utilizadas
Folhas e raízes secas

Efeitos do confrei
Antiinflamatório
, calmante, adstringente, favorece a cura de machucados.
Indicações do confrei
Uso externo (pomada, gel,...)
Contusões, machucados, esfolamentos, ferimentos (sem lesão, ferida não aberta), artrose.

Atenção! não utilize esta planta em uso interno (para ingerir), pois existe um risco de intoxicação. O confrei contém alcalóides (pirrolizidinas) que são tóxicos para o fígado.

Efeitos secundáriosDesconhecemos, porém todas as plantas podem apresentar um risco alérgico.
Contra-indicações Gravidez, amamentação, ferida aberta ou com sangramento.
InteraçõesDesconhecemos.
Preparações à base de confrei
- Gel de confrei
- Pomada de confrei
Onde cresce o confrei?O confrei cresce na Europa, na Ásia e na America Latina (Brasil,...).

Quando colher o confrei?
-

ObservaçõesO confrei é uma planta utilizada há muito tempo (desde a época dos Gregos) para tratar machucados (sem sangramento) após contusões ou batidas. A eficácia desta planta é cientificamente comprovada (devido à alantoína).
Atenção! Não se deve ingerir o confrei, pois existe um sério risco de intoxicação na região do fígado, casos de morte já foram relatados. 
O uso desta planta em pomada não oferece risco algum, pois as substâncias tóxicas não são absorvidas, no entanto, por medida de segurança, utilize por um período restrito (no máximo 2 meses de tratamento) e faça uma pausa. Sempre peça orientações a um farmacêutico. 

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SAIÃO

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Descrição : Planta pequena, bianual, bem ramosa, de raízes fusiformes, grossas e de cor branca. No primeiro ano, surgem somente as folhas, que têm pecíolo longo, formato triangular, sào penadas e divididas em segmentos de margens detadas ou crespas. No segundo ano de desenvolvimento, surgem as inúmeras flores brancas, que se reúnem em formato de guarda-chuva. O fruto-semente é um diaquênio. A raiz deve ser colhida no primeiro ano e as folhas em qualquer época, cortando-se as mais desenvolvidas.
Plantio : Multiplicação: mudas produzidas da folhas Cultivo: planta brasileira, comum na região litorânea de Pernambuco a São Paulo. Adapta-se a qualquer clima. Exige solos secos e suporta solos rasos. É bastante exigente em matéria orgânica. Planta-se em canteiros ou em locais próximos a rochas para aproveitamento do terreno. Gosta de irrigação, mas não suporta excesso de umidade do solo. Existem diversas espécies de Saião e de plantas semelhantes como a fortuna e bálsamo da horta que tem as mesmas funções medicinais. Colheita: colhem-se as folhas o ano todo.
Origem : Europa Meridional; foi trazida para o Brasil no início da colonização.
Modo de conservar : As raízes cortadas em pedaços, as folhas e os frutos-semente devem ser utilizados frescos ou secos, em local ventilado e sem umidade. Conservar em vidros escuros ou sacos de papel, em separado.
Propriedades : Antimicrobiana, hipotensor, antiinflamatório. Empregado principalmente nas infecções pulmonares e genituinárias. Como agente externo, auxilia no tratamento de erisipelas, queimaduras, feridas, úlceras de pele e verrugas.Foi evidenciada atividade antimicrobiana in vitro contra Staphylococcus aureus, Pseudomonas aeruginosa, Bacillus subtilis, Candida albicans e Escherichia coli, além de efeito hipotensor (hipertenção arterial) e antiinflamatório.
Indicação : Infecção pulmonar, erisipela, queimaduras, feridas, úlceras de pele, verrugas
Toxicologia : Não encontrada até o momento, porêm nenhuma planta deve ser consumida em excesso e nenhum tratamento deve começar sem orientação médica.
Modo de usar:
- suco da folha: uso interno: afecções pulmonares, diabete, emolientes, cálculos renais;
- infusão: uso interno: tosse, asma;
- folha murcha: uso externo: erisipelas, tumores, verrugas, calos, picadas de inseto.
Diurético, eliminador de cálculos renais e do inchaço das pernas; distensão dos vasos linfáticos : coloque 1 colher de sopa de folhas fatiadas em 1 xícara de chá de água em fervura. Deixe ferver por 3 minutos e coe. Tome 1 xícara de chá 2 vezes ao dia.
Afecções da pele, pruridos, coceiras, irritações, dermatites e eczemas; picadas de inseto; queimaduras simples : lave bem e enxigue as folhas frescas. Em um pilão, coloque 3 colheres de sopa de folhas fatiadas. Amasse até adquirir a consistência de uma pasta. Espalhe sobre um pano ou gaze e aplique nos lacis afetados, 2 vezes ao dia. Cubra com um outro pano e deixe agir por 15 minutos.
Calmante da tosse; cicatrizante estomacal e intestinal : em um pilão, coloque 1 colher de sopa de folhas, amasse bem e adicione 1 xícara de chá de leite. Misture bem e coe. Tome 1 xícara de chá, 2 vezes ao dia, entre as principais erfeições.
Inflamação e dor de ouvido; nevralgias : Em um pilão, coloque 2 colheres de sopa de folhas fatiadas e 1 colher de sopa de glicerina. Amasse bem e coe em uma peneira. Aplique, de 2 a 3 gotas no ouvido dolorido, 2 vezes ao dia. No caso de nevralgias, aplique com um pano, no local afetado, de 2 a 3 vezes ao dia.


segunda-feira, 30 de abril de 2012

Plantas Antioxidantes
Elas previnem o envelhecimento



Há mais de três milhões de anos um acaso evolutivo do seu metabolismo fez as algas verdes/azuis começarem a liberar oxigênio, que subira da superfície das águas e se acumulou na mais alta atmosfera em forma de 03.

Isso formou uma camada protetora contra raios ultravioletas do Sol, propiciando que os seres do mundo subaquático, onde a incidência desta energia letal era pequena, conquistassem a superfície da Terra.

Este gás oxigênio, em todas as suas formas, tornou possível a expansão da vida no planeta porque permitiu, além da proteção às radiações, uma grandiosa eficiência metabólica com produção maior e mais rápida de energia que a fotossíntese. Este gás que se tornou extremamente necessário à vida é bastante tóxico e os organismos tiveram que sofrer uma grande adaptação bioquímica para conviver com ele.

Hoje, a sua taxa na atmosfera é estável, em torno de 21 %, e se o índice fosse maior que 25% haveria no planeta enormes incêndios, porque ele é altamente inflamável. Se, por outro lado, baixar de 15% o fluxo deste gás na cadeia energética das atuais mitocôndrias não se daria de modo satisfatório. Para manter este "quantum" nesta faixa, as plantas contribuem ainda com a sua fotossíntese e os demais organismos se adaptaram para destruir o excesso de oxigênio que a própria cadeia produz como radicais livres. Altamente reativos, eles destroem outros elementos com o objetivo de adquirir elétrons para se neutralizarem (embora a grande maioria destas reações ocorram com o oxigênio, não é exclusivo dele), reduzindo-se então, e oxidando os elementos que são forçados a ceder os elétrons faltantes. Daí serem oxidantes. Os elementos oxidados necessitam, por sua vez, de elétrons e a cadeia caminha desordenando células, tecidos, órgãos, sistemas que são obrigados a, mesmo sem poderem, ceder seus elétrons.

Assim, os seres que sobrevivem às custas deste mecanismo perigoso, se não controlado, adaptaram-se e contam com mecanismos antioxidantes para coibir isto, antes que este oxigênio, em suas formas reativas destrua o próprio organismo.

A poluição, a fumaça, o cigarro, o estresse, o corte indiscriminado de vegetais estão contribuindo para que o sistema entre em falência porque os organismos não conseguem mais, sozinhos, inibir esta oxidação, através das substâncias que produzem, como as enzimas dismutase superóxida, peroxidase glutationa e catalase. Assim os organismos precisam de auxílio externo, proporcionado pelas vitaminas, principalmente as A, C e E, os flavonóides, os carotenos (e carotenóides = xantofilas) e pelos minerais como o selênio e o germânio, por exemplo.

Estes elementos que o organismo não tem em sua dispensa, ou os tem pouquíssimo, devem ser obtidos via alimentação, como preceituam a medicina naturalista, a trofoterapia, a medicina ortomolecular e a fitoterapia, já que as plantas são as grandes fontes destas substâncias.

Trabalhando com as vitaminas e minerais citados como exemplo, temos o seguinte:

VITAMINA A - um grupo de compostos lipossolúveis e, portanto, acumuláveis nos corpos, pode ser disponível ao organismo sob a forma de retinóides, provenientes de alimentos de origem animal e de carotenóides, de origem vegetal, que na verdade é um precursor da vitamina A, só se transformando nela conforme a necessidade orgânica. Por esta propriedade os carotenóides não são tóxicos, como a vitamina já formada, retinóides de origem animal e que são cumuláveis. É essencial para a função sensível da retina, para o crescimento e para a manutenção dos epitélios. Também aumenta o poder do sistema imunológico e é grande antioxidante por absorver a energia da espécie ativa do oxigênio chamada singlet, talvez a mais ávida por elétrons. Ajuda a recompor a vitamina C desgastada em alguns processos metabólicos, é também grande antioxidante.

Pode ser conseguida, por meio de pró-vitamina A nas plantas:

alfafa (Medicago sativa L),
alcachofra (Cynara scolymus L),
abacateiro (Persea gratissima Gaertn),
urucum (Bixa orellana L,B. arborea Hubr),
trigo(gérmen) (Triticum sativum Lank)
Spirulina maxima,
urtigas (U. dioica L ou U. urens e U. pilulifera).
O abacateiro, o alho (Allium sativum L), o sabugueiro (Sambucus nigra L), a malva (M. sylvestris L), a pfáfia (Pfaffia sp), as urtigas, o dente-de-leão (Taraxacum off. Weber), a videira (Vitis vinifera), o albicoco (Prunus armeniaca L)) e as algas Macrocystis pyrifera têm vitamina A.

VITAMINA C - Também conhecida como ácido ascórbico é indispensável à manutenção das cartilagens, dentes, veias, artérias e capilares. Atua beneficamente nas glândulas e na pele, pigmentando-a; auxilia o fígado na formação do glicogênio, colabora na absorção dos hidratos de carbono, e trabalha o sistema respiratório, principalmente aí, e como antiinflamatória atuando como grande antioxidante.

Acha-se presente nas medicinais:

alfafa (Medicago sativa L),
rosas (norueguesa é melhor, mas também na mosqueta rubiginosa, syn. canina L),
mirtilo (Vaccinium myrtillus),
agrimônia (A. eupatoria),
urucum (Bixa orellana)
cavalinha (Equisetum arvense L),
alecrim (Rosmarinus officinalis.),
babosa (Aloe vera L, Aloe vulgar Lank, Aloe barbadensis Miller),
bétula (B. alba),
capuchinha (Tropaeolumm majus L),
dente-de-leão (Taraxacum officinalis. Weber),
borragem (Borago officinalis L) tem 0,04%,
camomilas (Matricaria chamomilla L é um bom exemplo),
pfáfia (Pfaffia sp),
ulmária (Spiraea u. L. Filipendula u.(L)M),
castanha-da-índia (Aesculus hippocastannus L) e do Pará (Bertholletia excelsa Humb. et Bonpi),
hibiscus (H. sabdariffa D. C.),
hipérico/hipericão (Hypericum perforatum L),
losnas (v.g. Artemisia absinthium L),
quebra-pedra (Phyllantus niruri L= 0,4%),
crataegus (C.oxyacantha),
dróseras (D. rotudifolia,intermedia e longifolia),
malva (M. sylvestris L),
hortelã-pimenta (Mentha piperita L),
cavalinha (Equisetum arvense L),
sabugueiro (Sambucus nigra L),
ginseng coreano (Panax gingeng C. A. Meyer),
celidônia (Chelidonium majus- pequena quantidade),
urtigas (U. dioica L ou U. urens e U. pilulifera),
tanchagem (Plantago maior L),
videira (Vitis vinifera),
tília (T. cordata Mill),
algas Macrocystis pyrifera
e muitas ervas usadas como alimentos.

VITAMINA E - também conhecida como (alfa)tocoferol tem como principal ação regularizar a reprodução, combatendo esterilidades e evitando abortos, além de normalizar gestações. Exerce, junto com a vitamina A, importante ação antioxidante ao inibir a peroxidação lipídica. Age na cicatrização e se peroxida quando é antioxidante. Atua bem nos processos inflamatórios. Regenera-se em presença de vitaminas C, B2 e A. Entre muitas outras ações retarda o envelhecimento por nos proteger da poluição do ar.

Onde encontrar:

abacateiro (Persea americana Mill, syn Laurus persea L=Persea gratissima de Gaertn),
alfafa (Medicago sativa L),
pfáfia (Pfaffia sp),
trigo (Triticum sativum Lank),
castanha-do-pará (Bertholletia excelsa Humb. et Bonpi),
algas Macrocystis pyrifera,
o alimentício agrião (Nasturtium off),
as castanha-do-pará e de caju, nozes e pistache são recursos a serem usados em sua falta.

GERMÂNIO - Abundante na natureza, parece nos ser útil apenas pela sugestão de estudos há pouco realizados (de Kazuhito Asai e outros mais recentes) que indicam o seu componente orgânico Ge-132, como estimulante da imunidade e da destruição de radicais livres do oxigênio. Russos o estudam como antitumorais. Plantas medicinais que o fornecem:
 
Fucus vesiculosus,
Fucus crispus,
ginseng coreano (Panax gingeng),
babosa (Aloe vera L)
alho (Allium sativum L)

SELÊNIO - As substituições de células envelhecidas por novas, processo que ocorre com freqüência em nosso organismo, depende de Ácido Desoxirribonucleico e Ribonucleico e podem ser retardadas por oxidações em excesso. O selênio, antioxidante que reduz a oxidação de pontes sulfídricas das proteínas e na desnaturação do colágeno, trabalha aí. É tido como notável protetor do coração. Há evidências de bom uso na Síndrome da Imunodeficiência Adquirida – Aids - (o Selênio é um elemento chave no sistema imunológico). Onde encontrar:

alho (Allium sativum L),
cebola (Allium sepa),
cogumelo (champions e outros),
levedura de cerveja (Saccharomyces cerevisiae),
castanha-do-pará,
alguns cereais integrais

Além das plantas antioxidantes citadas por possuir as vitaminas e minerais acima, há muitas que agem como tal por possuir enzimas, flavonóides ou outras substâncias não interessantes ao nosso trabalho de agora. De exemplo citamos o arroz integral que tem radical anti hidroxila e antiradical superóxido; o boldo e o açafrão que bloqueiam a peroxidação lipídica.

Louro: do quintal para a cozinha,
com toda a nobreza!


“Alto, bonito e majestoso, Apolo - o deus da música e da poesia - se fazia notar principalmente por suas mechas negras, com reflexos azulados, “como as pétalas do pensamento”. Muitos foram os seus amores com ninfas, como Dafne - a ninfa náide filha do deus-rio Peneu, na Tessália. Esse amor lhe fora instilado por Eros - filho de Afrodite -, de quem o deus gracejava. É que Apolo, julgando que o arco e a flecha eram atributos seus, certamente considerava que as flechas de Eros não passavam de brincadeira. Acontece que o filho de Afrodite possuía tanto a flecha que inspira amor, como a que provoca aversão. Para se vingar de Apolo, Eros feriu-lhe o coração com a flecha do amor e a Dafne com a da repulsa e indiferença. Foi assim que, apesar da beleza de Apolo, a ninfa não lhe correspondeu aos desejos e fugiu para as montanhas. O deus a perseguiu e, quando viu que ia ser alcançada por ele, pediu a seu pai, Peneu, que a transformasse. O deus-rio atendeu-lhe as súplicas e transformou-a em um loureiro, em grego “dáphne”, a árvore predileta de Apolo.

A origem mitológica e outros atributos do loureiro podem justificar seu nome científico: Laurus nobilis L.,  também chamado loureiro-dos-poetas ou loureiro-de-apolo. É que desde os tempos em que se adornavam os vencedores das olimpíadas gregas com uma coroa de louro, até hoje, a planta é usada como prêmio por uma ação nobre ou ilustre.

Na Idade Média, era empregado como proteção contra  demônios e bruxas e, também, na proteção das casas contra os raios das tempestades.

No Brasil, o louro é considerado uma “planta da sorte” - dizem que numa casa onde há um loureiro plantado, sempre haverá fartura. Outra tradição sugere que a planta deve ser cultivada com todo o cuidado, pois quando um loureiro morre é sinal que algum desastre vai acontecer. E mais: o louro é tido um ótimo purificador de ambiente: costuma-se queimar suas folhas secas como incenso para eliminar tanto odores desagradáveis como energias negativas.

Planta da família das Lauráceas, suas folhas aromáticas são muito utilizadas como tempero na culinária e apresentam propriedades anti-sépticas, estimulantes e sedativas. Como tônico-estomacal, é usado para combater as fermentações anormais do estômago e intestino. Na França, é muito usado na forma de óleo contra o reumatismo. Na medicina veterinária, as folhas e os frutos do louro representam um importante recurso, pois fornecem um óleo parasiticida. Industrialmente, a manteiga ou óleo de louro são usados na fabricação de sabões, velas e em perfumaria.

O loureiro é uma planta originária da Ásia Menor que pode viver até 70 anos. As folhas, onde se concentra a essência da planta, são duras, simples, lisas, de coloração verde-escuro e brilhante na parte superior e verde-pálido e opaco na inferior. As flores pequenas e amareladas, dispostas na axilas das folhas, acrescentam à planta uma cor entre o dourado e o castanho-claro. Dizem que foi justamente esta tonalidade que inspirou a denominação dos cabelos louros.

As flores dão origem a frutos em forma de pequenas bagas ovais, que de verdes passam a preto, contendo uma só semente.
É muito importante reconhecer as folhas do verdadeiro Laurus nobilis L., que não devem ser confundidas com as do loureiro-rosa nem com as do loureiro-cerejeira (Prunus laurocerasus) que são venenosas.

Cultivo e tratos

Arbusto de 2 a 5 metros, o loureiro não é uma planta muito resistente, nem muito tolerante. Precisa de clima ameno, suporta ventos fortes, calor excessivo e geadas, entretanto, é muito exigente quanto à luminosidade: é necessária boa dose de luz solar. O solo indicado para o plantio deve ser bem drenado, fértil e rico em matéria orgânica.

A multiplicação do loureiro por meio de sementes é o método mais demorado e difícil. A propagação por meio do transplante de mudas que crescem ao pé do tronco e por estacas são mais simples e rápidas. No caso das estacas, estas devem ser retiradas dos ramos, com 25 cm de comprimento, sem cortar nenhuma folha e plantadas na mesma terra da planta-mãe (ou num solo fértil e úmido), até que tenham enraizado e possam ser transferidas para o local definitivo. O uso de um pó de hormônio enraizador pode acelerar o processo.

Com a forma arbustiva, o louro pode ser plantado num quintal pequeno ou até em vasos, desde que sejam feitos reenvasamentos sucessivos, de acordo com o seu desenvolvimento, em recipientes cada vez maiores. Apesar de ser uma planta de clima temperado, o louro pode ser cultivado nas regiões tropicais , suportando bem temperaturas elevadas, porém, nessas condições, apresenta um crescimento muito pequeno, sendo raríssimas as ocasiões em que floresce e dá frutos.

Usos
As folhas do louro apresentam propriedades estimulantes e antisépticas. A infusão das folhas, feita de preferência sem os pecíolos, é muito conhecida no Brasil e usada para facilitar a digestão. O óleo extraído das bagas do loureiro, denominado em alguns locais de  “manteiga de loureiro”, é aplicado para aliviar dores nas articulações. Na medicina veterinária, o óleo é aplicado sobre o pelo dos animais para protegê-los das moscas.

Por seus poderes anti-sépticos, o chá de louro também é indicado como um bom escalda-pés para eliminar odores. Há quem indique o louro para curar a insônia: é só colocar algumas folhas no meio do recheio do travesseiro.

Nas cozinhas antigas, costumava-se colocar folhas de louro dentro dos potes de farinha para afastar os insetos. Mas a larga utilização na culinária, segundo os especialistas, se deve à sua capacidade de estimular as papilas gustativas.

Ingrediente que acrescenta perfume e sabor ao feijão, sopas e cozidos, o louro é, também, uma das ervas utilizadas no famoso “Bouquet Garni”.

Dica: O “Bouquet Garni”é feito assim: coloca-se ervas frescas e picadas numa gaze ou tecido fino (louro, tomilho, salsa, alecrim, cerefólio, estragão e manjericão são as mais usadas), e amarra-se formando uma trouxinha que é usada para aromatizar molhos, caldos e ensopados.

Curiosidades
 
Na mitologia grega encontramos referências à realização das Tesmofórias – uma festa dedicada à Deméter (deusa e mãe da terra cultivada) como agradecimento pelas últimas colheitas. O segundo dia das Tesmofórias era considerado o “dia do jejum estomacal e sexual”. Em Atenas, as mulheres formavam uma grande procissão e dirigiam-se para o “Pnix”, onde passavam o dia todo em cabanas feitas de ramos, sentadas em folhas de loureiro que, acreditava-se, possuía excelentes virtudes fecundantes.
O louro tem uma simbologia relacionada ao sucesso. A palavra “bacharelato” teria sua origem no latim “baccalaurus”, com o significado “coberto de louros. Além disso, na Roma antiga usava-se ramos de louro para coroar os vencedores de batalhas ou disputas esportivas, assim como os poetas – daí teria se originado o termo “laureado”.


ORQUÍDEAS

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Conta-se que há cerca de 3.000 anos, a Rainha de Sabá estava indecisa sobre como presentear o Rei Salomão. Afinal, o que poderia encantar um rei tão poderoso? Uma escrava lhe trouxe a decisão: "ao maior dos reis, leve um feixe de orquídeas". Passado tanto tempo, o fascínio ainda persiste e as orquídeas continuam a aumentar sua legião de fãs e apaixonados. E hoje, é possível adquirir lindos exemplares desta planta por preços bem acessíveis, até em supermercados! Bem tratadas, as orquídeas produzem belas floradas anualmente. Veja aqui os detalhes básicos para cultivá-las corretamente:

Luz
A exposição direta à luz solar causa queimaduras nas folhas da maioria das orquídeas. A condição de iluminação mais recomendada é a de 50 a 70% de sombra, que é obtida ao cultivar as orquídeas sob árvores, telados ou ripados. Varandas ou áreas de serviço de apartamentos também são bons locais, mas é preciso cuidado, nesses casos, para que as orquídeas recebam o sol da manhã. Alguns especialistas afirmam que em apartamentos, os melhores lugares para as orquídeas são atrás da janela do banheiro ou um terraço envidraçado, onde há luz filtrada. Para saber se as condições de iluminação estão adequadas, é só observar a planta: folhas amareladas indicam excesso de luz; já as folhas estreitas, longas e de cor verde bem escura indicam iluminação deficiente. Plantas como Vanda, Dendrobium, Cymbidium e várias espécies de Oncidium suportam luminosidade mais intensa, enquanto que Phalaenopsis, Miltonia, Laelia e Pumilan preferem baixa luminosidade.
Temperatura
A maioria das orquídeas toleram variações de temperatura entre 10 a 400 C, mas a temperatura ideal fica em torno de 25 graus. Orquídeas como Phalaenopsis e Vanda preferem temperaturas mais altas, enquanto que as Miltonias, Cymbidiums, e Paphilopedilum se dão melhor com temperaturas mais amenas.
Vasos e substratos
Recomenda-se evitar o uso de vasos muito grandes. Pode-se usar tanto os vasos de barro como os de plástico, mas as fibras de xaxim (não confundir com pó de xaxim) são ainda o substrato que dão melhores resultados. Atualmente também há a opção da fibra de coco, igualmente eficiente e mais ecológica. Certas espécies de orquídeas, como Cattleya walkeriana, C. Nobillor, C. Schilleriana, C. Acladiae e a maioria das espécies de Oncidium desenvolvem-se melhor sobre placas xaxim ou pedaços de casca de madeira do que em xaxim desfibrado.
Adubação
A fórmula NPK (nitrogênio, fósforo e potássio) deve ser aplicada a cada duas semanas, na proporção de 1 colher (café) por litro de água, durante a primavera e o verão. A adubação pode ser suspensa nos meses do outono e inverno. Uma boa opção de adubação orgânica é a torta de mamona (1 colher de sobremesa por vaso), que pode ser fornecida uma vez ao ano, depois que o sistema radicular estiver bem desenvolvido.
Ventilação e umidade
Por serem plantas epífitas - possuem raízes aéreas -, as orquídeas suportam bem uma brisa suave e contínua, mas deve-se evitar ventos fortes e canalizados. Se as plantas estivem num orquidário, recomenda-se protegê-lo do vento sul, usando um plástico transparente. Ainda por sua característica epífita, as orquídeas preferem mais a falta do que o excesso de água junto às raízes. As regas devem ser feitas apenas quando o substrato estiver seco. Ao regar, uma boa medida é deixar a água escorrer pelo fundo do vaso. Outro detalhe: as orquídeas são plantas adaptadas à condições de umidade do ar relativamente elevadas. Em regiões mais secas, recomenda-se borrifá-las com água periodicamente. Mais uma vez, o que deve prevalecer é sempre o bom senso: para ter sucesso no cultivo de orquídeas, os excessos devem ser evitados. Apesar de gostar de umidade, ventilação e claridade, as orquídeas não suportam ficar expostas diretamente ao vento, sol e chuva. Em jardim elas vão crescer sadias sob as árvores ou até fixadas nos troncos.